Não Há Finais Felizes [pegadas de sonho]

Ele nunca acreditou em finais felizes. Nem nos das músicas do Chico Buarque. Nunca acreditou em campanhas pela África, nem em humanidade exagerada. Sempre teve o inalcançável sonho de alcançar o eterno amor.

Conheceu uma menina escocesa, se apaixonou. Engano mortal, o dele. A única coisa escocesa pela qual se deveria render amor se chama whisky. Cometeu este pecado de se encantar por um legítimo scotch de saias. Saias, não kilt, mesmo sem saber gastar linhas para explicar a diferença entre os dois.

O relacionamento com a menina escocesa se acabou, como uma boa garrafa de whisky. E deixou ressaca, como garrafa de Teachers barato. A culpa não foi dela, nem dele. A culpa é da culpa. É sempre assim. Resta juntar os cacos e seguir em frente, se lembrando dos seus dogmas pessoais. De que não há finais felizes.

“Não há finais felizes”. Enquanto medita seu mantra particular, passa uma graciosa menina ao seu lado, com perfume suave e sedutor. O mantra vai por água baixo, os hormônios cabeças acima, e decide se lançar ao inalcançável sonho de alcançar o amor. Mesmo que ele se desminta.

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