Fotografia Feia

O grande barato de fotografar é perceber o acerto – esperado ou não – do tom da fotografia revelada. Seja com imagens, seja com palavras, o produto final bem feito enche de orgulho e dá um sorriso bacana a quem o executou.

Mas nem sempre isso ocorre. Às vezes, por mais que se esforce, a fotografia sai borrada, sai manchada. Às vezes, o modelo da foto, por quem a gente esperava tanto, não corresponde. Às vezes a gente mesmo não efetua bem o clique, ou a revelação. Ou ambos.

E quando este tipo de coisa acontece, não adianta brigar contra a natureza. O melhor a se fazer é guardar a foto feia como exemplo. Porque por trás de cada foto, sempre há um sentimento. Por mais desagradável que ela seja, há uma lição a ser observada.

Porque as fotos são pequenas metáforas do mundo. Nelas cabe interpretação, elocubração, um quê de lúdicas, decerto. A beleza das imagens é reforçada pela moldura dos olhos que a assistem, é aí que reside a graça de tudo.

Quando a fotografia sai feia, não adianta mostrar. Se guarda no fundo da gaveta, se aprende e não se expõe. Porque mesmo no pântano da imagem distorcida, nasce a flor da vitória régia do detalhe preservado.

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