O Que Será? [À Flor da Pele Flamenguista]

O que será, que será?
Que andam derrubando treinadores
Que andam sussurrando em bastidores
Que andam combinando nos vestiários
Que anda nas cabeças ainda vazias
Que andam machucando a maior torcida
Que estão enchendo a cara pelos botecos
E gritam nos mercados que, com certeza
Não vão pagar salários, está na natureza

Será, que será?
O que não tem certeza nem nunca terá
O que não tem conserto nem nunca terá
O que não tem vergonha, nem tem tamanho…

O que será, que será?
Que vive nas fantasias desses dirigentes
Que se acham competentes, mas são delirantes
Que protegem jogadores embriagados
Que não respeitam a romaria dos torcedores
Que os tornam uma massa de infelizes
Que transformam as mães do elenco em meretrizes
Que deixam o clube na mão dos bandidos
Em todos os sentidos…

Será, que será?
Eles não têm decência nem nunca terão
Eles não têm censura nem nunca terão
Eles não têm caráter nem nunca terão
Eles não fazem sentido…

O que será, que será?
Que todos os avisos não vão evitar
Porque todas as crises vão desafiar
Porque todas as dívidas irão repicar
Porque todos os gritos irão consagrar
E todos os ídolos vão desembestar
E o triste destino irá se encontrar
E mesmo o São Judas que sempre foi lá
E mesmo naquele inferno foi abençoar
Pois o Fla não tem governo nem nunca terá
O Fla não tem vergonha nem nunca terá
O Fla não tem juízo.

___________

Inspirado em “O Que Será [À Flor da Pele]”, de Chico Buarque.

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4 opiniões sobre “O Que Será? [À Flor da Pele Flamenguista]

  1. Pingback: O Que Será? [A Cor da Pele Flamenguista] | Cotidiano e Outras Drogas

  2. Sensacional… Me lembrou uma paradinha que fiz na faculdade…

    Estava à toa na vida
    O meu amor me chamou
    Pra ver o caos em Sampa
    Saiu na Rede Globo

    A minha gente sofrida
    Pegou a Paulista e se foi
    Depois do tráfico dominar
    E instalar o horror

    O homem sério que contava dinheiro parou
    O faroleiro que contava vantagem parou
    A namorada que contava as estrelas parou
    Com medo da bandidagem

    A moça triste que vivia calada fugiu
    A rosa triste que vivia fechada não viu
    E a cidade toda se trancou
    Depois do tráfico dominar
    E instalar o horror

    O PM fraco se esqueceu do salário e pensou
    Que ainda era tempo de matar um ou dois e atirou
    A moça feia debruçou na janela
    Pensando que um ônibus queimava pra ela

    A marginália se espalhou na avenida e insistiu
    A violência que vivia escondida surgiu
    A high society toda se embotou
    Depois do tráfico dominar e instalar o horror

    Mas para meu desencanto
    O que era doce acabou
    Tudo tomou seu lugar
    Quando Lembo concordou

    E cada qual no seu canto
    Em cada canto uma dor
    Depois do tráfico dominar E instalar o horror.

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