Sem Título nº4

Melancolia, acorde em tom menor. Acorda. Escova os dentes, segue em frente. Nem sempre há vontade de sorrir. Ás vezes, onde estamos são escombros. Escombros emocionais.

Na maioria das vezes, nos recuperamos. Com algumas – ou muitas – cicatrizes, é verdade, mas sempre recuperados. O que não mata, fortalece, diz o dito popular. E a voz do povo, embora não seja a voz de Deus, é sábia na maioria do tempo. Compasso, quebra, descompasso.

Vivemos o dia em que segundos viram horas, minutos viram meses, horas viram anos. O tempo que não passa, a areia que não pinga na ampulheta, o ar rarefeito da ansiedade. Sempre se pode mudar a estrada do destino, mas há buracos e quebra molas no caminho. Clichê. Mas se não fossem usuais e verdadeiros, não seriam clichês.

Haverá sempre dias nebulosos e tensos, com tempestades sentimentais. Na vida profissional, pessoal ou em ambas. Nestes momentos, tudo que se quer é uma muleta. Espiritual, amorosa, natural, ajuda, sem judas, talvez auto-ajuda. Paz. Às vezes o que se quer é ficar só para ser muito, muitos, de muitos. Solo. Ponte. Refrão.

Ao fim de cada dia, da nada mole vida cotidiana, o sono que protege, repara, cura o ressabio e dá esperança. Com a resignação do dia ruim, o inconformismo para o futuro melhor, a constante e suave respiração que prenuncia novos tempos. Ronrona. Ronca. Acorda. Acorde em tom maior.

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