Pesadelo

Fecha os olhos. Dorme. Sono agitado. Está numa canoa. Rema. Rema. Rema. É uma correnteza sentimental. Busca chegar à margem. Não consegue. Vira. Engole água, quase se afoga, levanta, rema. Rema. Rema. Bate nas pedras da discussão. Desestabiliza. Cachoeira. Queda livre. Cai. Acorda. Pesadelo.

Bebe um copo d´água. Respira. Dorme. Sono agitado. De novo. Está num campo de guerra. Explosões. Implode. Corre. Foge. Trincheira. Atira. Recebe balas. Granadas. Desgaste emocional. Estilhaços. Sangra. Dói. Interno, ninguém percebe. Resiste. Torniquete. Cai. Sufoca. Acorda. Pesadelo.

Anda pela casa. Observa os quartos. Os retratos. As memórias. Abre a janela, sente a brisa no rosto. Entre lágrimas, sorri. Dói. Não sente. Das dores que anestesiam. Olha o relógio, quatro e meia.

Senta na cama. Deita. Fecha os olhos.Não consegue dormir. Embola. Revira. Finalmente apaga. Negro. Luto. Ofegante. Barulho. Despertador. Acorda. Liga o chuveiro, escova os dentes. O pesadelo acabou. Acabou?

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