Duelo

Naquela tarde quente e escaldante, se encontram. Caminham na cidade lotada como se fosse o duelo final. Naquele momento, parece que o tempo para – mas o suor não. Só se escuta o barulho dos passos. Plec, plec, plec. Eles se conhecem e se reconhecem, a rixa é antiga.

Se olham mutua e fixamente. Um marca o passo do outro. Duelo silencioso. Cada um aguarda o movimento do oponente. Xadrez humano. Ao longe, começam a ouvir um barulho constante. É chegada a hora de utilizar as armas. Calculam o tempo. Três, dois, um. Agora!

Correm, desesperadamente, por instinto. Esbarram nos outros, quase derrubam as pessoas ao lado, o tempo é muito curto, quem reage mais rápido ganha. E para um deles, a sorte sorri. Surpreendendo ao adversário, ele alcança o objetivo e finaliza a questão.

Dribla os obstáculos, entra no metrô, que só tinha uma vaga. Sorri, vencedor, e vira mais uma sardinha naquela lata. Só escuta o barulho do vagão fechando enquanto ao seu oponente, derrotado no duelo, resta esperar a próxima composição. Ao vencedor, a doce voz do vagão… “Próxima estação: Desembarque pelo lado apertado”.

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