Rêmoras

A biologia é fascinante. Ela permite que as mais variadas espécies coabitem e convivam de forma muito próxima. Não se sabe onde começa a cooperação, o comensalismo, ou onde isso vira parasitismo e conveniência. Há, por exemplo, as rêmoras.

As rêmoras são criaturas retratadas na mitologia. Em latim, significa “demora”, “atraso”. A elas se atribuía o poder de deter os barcos. As rêmoras propriamente ditas têm o poder de aderir a qualquer superfície, sejam barcos, sejam outros peixes. Talvez comensalismo. Talvez.

Há um quê de mendicância nisso. Sempre à espreita, esperando as migalhas dos tubarões para se fazerem sentir notadas. De outra feita, apelam para a covardia, corroborando ataque de predador maior em uma presa que não pode se defender, para finalizar seu intuito e se alimentar. Sempre oportunismo. Sempre.

Sempre perto da boca de seus hospedeiros, tentam falar pela mesma voz, seguir as mesmas rotas, os mesmos trejeitos, enquanto estes forem úteis e servirem para algo. Depois de sugar tudo que pode, quando sua presença não é mais tolerada ou para que não se tornem presas, somem, se escondem, se vitimizam, até aparecer em um novo cardume para recomeçar o ciclo. É a natureza.

Entre praias, baías, braços, cabos, mares, golfos e penínsulas e oceanos que não vão secar, as rêmoras sempre estarão lá. Comensalismo, parasitismo, simbiose, dependendo da conveniência e oportunidade. A biologia é fascinante.

Anúncios

Uma opinião sobre “Rêmoras

Agora pare: Escreva um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s