O Menino Sonha

Quando ele fecha os olhos, observa o mundo girar. Pinta na sua mente os quadros mais improváveis, das cores mais vivas, para que tudo funcione do jeito que sempre sonhou. Enquanto dorme, o menino sonha.

Quando ele coloca os fones de ouvido, escuta os sons que o guiam como cão labrador, em busca de um mundo melhor, só dele, onde ele é o cantor de uma banda imaginária que faz show para uma platéia não menos imaginária, e o bis termina entre aplausos e sorrisos. Enquanto assobia sua canção preferida, o menino sonha.

Quando ele entra no ônibus, no balanço malemolente da condução, pensa no futuro que poderá ser melhor, nas aspirações e ambições que tem e em tudo que pode ser, ao crescer. Que mal tem? Enquanto fica ilhado no engarrafamento, abre a caixa de ilusões, para que um dia não esteja mais ali, entre o aperto e o suor. De olhos abertos, o menino sonha.

Quando ele chega em casa, repassa sua própria vida como fotografia em preto e branco, sempre querendo colori-la. Entre desenhos elaborados, prefere o rascunho, a rasura. Entre ter e ser, prefere estar. Entre não e sim, prefere assim. E segue em frente. Sempre. Enquanto desperta, o menino sonha.

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