Curva

O que te espera na curva? O fato é que nunca se sabe o que vem pela frente. O imprevisível pode ser afortunado ou fanfarrão, pode causar lágrimas ou sorrisos, pode surpreender ou decepcionar. Somos uma ilha cercada de “mas e senões” por todos os lados.

Na busca incessante pela verdade, que fortaleça nossos pontos de vista, mesmo que a verdade seja uma mentira, ou apenas uma muleta, mesmo que ajude a esconder as fragilidades que teimam em habitar quaisquer almas.

Que apenas sirva pra imposição sem debates, que sempre são necessários. Mesmo que ajude a culpar algo ou alguém que não seja o real causador. A culpa é arma pontiaguda, daquelas que se distribui a bel prazer quando se precisa.

Quando se derrapa nas próprias idiossincrasias, na curva da construção do caráter. Ou quando se deixa a ferida aberta, em vez de cicatrizá-la, apenas para que se infeccione e tenha pus e veneno em forma de sentimento ruim.

Quando pedir desculpa é sacrifício em vez de expiação ou de exercício de humildade. Quando se tem medo do passado e se deixa contaminar o futuro, pelo simples rancor. Em maior ou menor grau, em escalas diferentes, todos somos assim.

E quando o arrependimento chega – se chegar – pode ser tarde demais. Pode não haver tempo para que isso ocorra, pode não haver tempo para que se socorra. Não somos inocentes. Nem culpados. Somos humanos. O filósofo diria que o inferno são os outros. Mas ele, eu e vocês sabemos: O inferno somos nós. E nossos demônios são os piores inimigos que existem. O que te espera na curva? Boa viagem.

Anúncios

Agora pare: Escreva um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s