Jazz

Sentar na poltrona, acender um cigarro, tomar um whisky – cowboy. Fechar os olhos, pensar no dia que não foi, esquecer o dia que foi, balançar o pé no ritmo que ainda não conseguiu escutar. Por alguns segundos, pensar em nada. O não-pensar é uma forma de raciocinar.

A arte de não fazer nada. A rebelião contra a rotina opressora, que apenas deixa o sonho como refúgio e possibilidade de mergulho. Sonhar com dias sem remédios pra dormir, de sono tranquilo, de paz interior, de cansaço bom. Olhar a bússola em vez de correr a esmo. Cansa caminhar em círculos.

Não saber do que se sabe, não dar ouvidos ao desnecessário, não deixar de sorrir, mesmo na angústia. Não há nada mais temido que o sorriso franco. Enfrentar o inevitável, mudar o que pode ser mudado, desafiar o destino. Tem calma. Tem?

Levantar da poltrona, apagar o cigarro, deixa o whisky pra lá. Abrir os olhos, digerir o dia que foi, pensar no dia que será, dançar no ritmo que a dança pede. Por alguns segundos pensar em tudo. Improvisar é a melhor forma de raciocinar. Jazz.

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