Moinhos de Vento

Uma andorinha só não faz verão. Por isso são recrutados aliados reais e construídos inimigos imaginários, como sparrings, antes de lutar contra os reais, quando houver tempo e/ou coragem. Como num romance de cavalaria, andante, errante. Contra tudo, contra todos, o contrário, contra quem?

Cada um é como Deus fez, às vezes muito pior. Os moinhos de vento que prenunciam os furacões interiores sopram fortes, valentes e imponentes. Os temores com os quais se andam, os temores que dizem quem são seus portadores. A caravana da vitimização que muitas vezes parte barulhenta, em contraponto ao comboio silencioso da vilanização. Melhor caminhar com o sapato das dores e delícias de ser o que é.

Há um momento, entretanto, em que os moinhos se calam e outras histórias se contam. Por quem os sinos vão dobrar? Do rosário de pecados que habitam a armadura de rancor e insegurança, entre a soberba e a ingratidão, a guerra e a confusão mostram os inimigos reais e os aliados imaginários.

Cada um é filho de suas obras e não há livro da vida tão ruim que não tenha algo bom. Não há quem saiba mais dos erros e acertos do que o espelho, o mais poderoso juiz e censor. Enquanto ele não é confrontado, que se esperem os sinos e se enfrentem os moinhos de vento, acompanhado da voz da consciência, que algumas vezes é muda, e em outras fingimos não ouvir. Somos todos Dom Quixote.

Anúncios

Agora pare: Escreva um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s