A besta chamada ansiedade

Difícil conviver com um dos grandes males do humano moderno, a besta interna chamada ansiedade. Se a tristeza é o mal do peito, a ansiedade é a algema da alma. Ela expulsa a quietude e o conforto da solidão e nos acompanha como se fosse uma relação doentia, descontrolada e abusiva.

Há esperanças em se ter muitas coisas, mas o tempo ensina que o melhor do seu dia é uma noite tranquila. A combinação explosiva entre desejo, angústia e vontade se reúne em um cérbero emocional que faz de refém toda a alegria das pequenas coisas.

É preciso viver o presente, é preciso guardar o passado e é preciso sonhar o futuro. A ansiedade impede isso. São sempre as variáveis, as equações, o “se”, o “talvez”, tudo aquilo que não faz sair do lugar. A ansiedade é a saudade do futuro do pretérito.

 Se libertar das amarras invisíveis que este sentimento impõe é um dos maiores exercícios que o ser humano pode fazer. Só mais uma vez, um passo de cada vez, só por hoje. Não se mata a besta, mas é possível domá-la.

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