Labirinto

Ela só queria sair do labirinto que estava dentro da sua cabeça e atravessava o vale do seu coração. Queria saber o final feliz do filme, o preço do vôo pra Barbados, onde podia escutar aquela música do B.B. King, pra entender que a ameaça se foi.

Ela queria ter certeza. Desatar os nós, esquecer as dúvidas, caminhar em paz, molhar os pés no mar de tranquilidade. Queria mergulhar na alegria e esquecer as ondas de insegurança. Sentir o vento na cara no meio de uma estrada a 150 quilômetros por hora, sem o coração incendiar.

Ela queria a linha reta. O firme, o forte, o certo. Ela queria o frio das borboletas no estômago, mas esquecia que as borboletas voam, de forma descoordenada e sem direção. Ela queria guardar a ansiedade no bolso de uma calça dentro da máquina de lavar e viver sem saber onde terminava a paz e começava a calma.

Ela queria o sossego, mesmo que ele fosse o desassossego. O caminho pelo descaminho, o jogo de palavras bonitas e simples do olhar silente. Ela queria o conforto de uma intuição segura.

Ela quer a si mesma. Ela não quer mais o ontem, só o hoje e o amanhã. Ela quer futuro e redescobrir que o prazer das coisas está no imprevisível. Ela quer se sentir à vontade no imprevisível, porque o labirinto nunca tem fim.

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