Fênix

Ela quer acordar do pesadelo. Abrir os olhos e não enxergar mais o fantasma rondando sua alma. Ela quer retomar o prazer das manhãs de céu azul, dos pincéis em tom vibrante que percorrem as telas de pintura e do seu destino.

Ela não quer mais se julgar. Sabe que é inocente, mas ainda assim às vezes sente culpa. E raiva. E ódio. E desejo de vingança. E mágoa, que é necessária para seguir em frente. É combustível para recomeçar.

Ela quer andar sem receio, sem olhar para trás, sem se preocupar com as formas e tamanhos do seu vestido. Quer tomar um banho de chuva para lavar a alma e escorrer toda a tristeza pelos poros em um dia quente de verão.

Às vezes ela corre, noutras ela se arrasta, mas sempre sabe que em alguns passos vai voltar a andar. Normalmente. De cabeça erguida, para se reinventar e retomar seus sonhos, porque se há algo que ninguém jamais consegue dominar são as rédeas de sua vida.

Não há tempestade que dure para sempre e não há esqueleto que não saia do armário. Ela espera o nascer do sol para renascer. Ela não quer ser fênix. Ela é.

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